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O
POETA
ALCEU ( Grécia século VII a.C.)
Suas obras estão perdidas desde Constantinopla, no
pontificado de Gregorio VII, nos idos 1073 desta era, mas
sobraram alguns fragmentos.
É de seu nome a forma de ritmo hoje conhecida como
versos alcaicos.
Atuante nas lutas político-sociais, membro da aristocracia,
teve que fugir de casa ao ensejo dos primeiros embates contra
os tiranos populares. Vagou pelo Oriente e Egito, regressando
já velho à sua natal Grécia.
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A
POESIA
A ESPADA E O POETA
trad. de Garrett
Eu coroarei de mirro a minha espada,
Como a de Harmódio honrada,
E como a de Aristógiton, o forte.
Quando ao sevo tirano deram morte,
E Atenas libertada
Foi à igualdade antiga restaurada.
Tu não morreste, Harmódio, oh
não! tu gozas
Nessas ilhas ditosas
Serena vida cos heróis que aí moram,
E onde, cremos, demoram
Diomedes, o valente,
E Aquiles, o veloz, eternamente.
De mirto a minha espada
Trarei como Aristógiton c'roada,
E como Hermódio, o forte,
Que à vingança a reserva
Quando, nos sacrifícios de Minerva,
Ao tirano hiparco deram morte.
Em prezada memória
Viverá para sempre, eternamente,
Harmódio, a tua glória,
E a tua, Arisógiton valente,
Que o tirano matastes
E à liberta cidade
O ursupado direito restaurastes
Da primeira igualdade.
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